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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Voltei!


Caros leitores,

Passei um longo tempo sem publicar nada por diversos motivos, mas hoje um grande amigo me influenciou para que voltasse a publicar. Além de uma forma de melhorar a escrita, é também uma ótima maneira de divulgar o meu trabalho. Ao longo desse ano em que eu não atualizei nenhuma vez o blog eu pude estagiar e trabalhar o meu olhar sobre assuntos do meu interesse. Nessa nova postagem eu apresento um trabalho feito em 2008, no dia de São Jorge.

Dia de São Jorge, dia de Ogum


A lateral do Campo de Santana estava toda enfeitada de verde e vermelho no dia 23 de abril. Ainda havia uma enorme fila esperando para entrar na Igreja. As pessoas que saíam se aglomeravam em torno da rua, nas barraquinhas de comida ou perto dos vendedores de "santinhos", terços, fitinhas, colares e até pôsteres. Do lado de fora, fiés deixavam também as velas numa grande bacia, que com água escura refletia as orações no céu.




O que restou da cera no chão, virou só brincadeira de crianças.





A igreja é católica, mas a festa é de todos. Os espíritas também vêm participar, vestido de branco e com colares de contas, deixar velas para o santo Ogum. E como que para agradecer a fé dos devotos, o cavaleiro protetor usa a lança para matar os dragões que assolam a cidade. Estendida na torre como estandarte, uma única palavra parece habitar como prece no coração dos cariocas: PAZ!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Dicas práticas para fotografar melhor

Esse espaço é para toda e qualquer pessoa que queira fotografar ou que goste de fotografia. Por isso, você que é leitor do meu blog e meu interlocutor pode mandar suas perguntas, dúvidas e sugestões, técnicas novas, etc.
Quem quiser também pode enviar um e-mail para luizg_df@hotmail.com

Dicas:

1º Consciência: Defina o que você quer fotografar, ou seja, pense um pouquinho antes de apertar o botão. A melhor fotografia é aquela que te passa alguma mensagem, seja ela pelo conteúdo ou pela expressão. Tenha paciência e espere até o momento certo e com certeza você será recompensado com uma bela foto.

2º Escolha: Selecione um espaço para se fotografar. Se por exemplo você quiser fotografar uma flor, tente encher toda a imagem com ela. Desse jeito o tema fica mais definido e você ganha nos detalhes.

3º Composição: Ande sempre de um lado para o outro, tente se aproximar ou se afastar, suba e desça o ângulo da cena. Essa é a melhor maneira de você escolher o ponto de vista. Na composição você pensa em equilibrar os elementos, por isso tente colocá-los nos pontos de ouro* . Se for de seu gosto, use as diagonais. Elas também valorizam a foto.


*Pontos de ouro: são as partes da imagem que o nosso olhar percorre primeiro e, dessa forma, devem ser priorizados.




Obs.: As regras não precisam ser seguidas sempre, mas são muito boas para treinar e trabalhar seu olho.

4º Sensibilidade: A questão é pessoal. Às vezes, uma boa conversa sem nenhuma foto pelo caminho é melhor do que uma sessão de disparos. Se você for fotografar pessoas para um ensaio, tente conhecê-la antes.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dois tempos do preto-e-branco: a fotografia de Bresson e Salgado

Henri Cartier-Bresson e Sebastião Salgado são considerados como os dois fotógrafos mais importantes do século XX. O francês Cartier-Bresson foi co-fundador da agência Magnum Photos junto outros fotógrafos importantes, como Robert Capa e David Seymour. Também criou o conceito de momento decisivo, importante para o desenvolvimento do fotojornalismo no mundo.
Salgado tem uma trajetória diferente, já que só começou a fotografar quando tinha mais de trinta anos por sugestão da sua mulher, Lélia. O brasileiro nascido em Aymorés, é responsável por um dos mais importantes trabalhos de fotografia documental voltado para as causas sociais no mundo: a trilogia Trabalhadores, Terra e Êxodos.
Uma diferença entre o trabalho do dois está no comprimento de pautas especificas. Cartier-Bresson conheceu o mundo e acabou fotografando momentos importantes da história mais por ajuda do acaso. Já Salgado desenvolve suas pautas através de longas pesquisas de um determinado tema e leva anos para completá-las. A trilogia citada acima, por exemplo, constrói um discurso sobre os efeitos negativos que a globalização causou no mundo.
Outra diferença expressiva é que o fotógrafo brasileiro critica o momento decisivo de Cartier-Bresson porque esse instante estaria tangente ao vértice da função da fotografia. Para aproveitar esse momento ao máximo, Salgado então propõe o “fenômeno fotográfico” que passa em linha reta por dentro da parábola da função entre o tempo real e a fotografia. Desse modo, ele pode conhecer de maneira profunda os temas que retrata.
Através da análise semiótica dos livros de Sebastião Salgado ainda nota-se uma construção narrativa complexa, em que a ordem das fotos também produz um efeito de sentido de subjetividade e aproximação dos problemas sociais. O enunciador dialoga com o enunciatário, tentando o convencer e talvez engajá-lo na luta por uma sociedade democrática.
Henri Cartier-Bresson parece se preocupar mais com o sentido presente na foto em si e, por isso, trabalha com desenhos e sombras. O olhar do fotojornalista transcende a imagem fotografada, característica de seu estilo zen. Mas nunca sem esquecer que “mais importante que a fotografia, são as pessoas.”